quinta-feira, 28 de maio de 2009

Diga Sim Pra Mim*


Eu pensei em comprar algumas flores
Só pra chamar mais atenção
Eu sei, já não há mais razão pra solidão
Meu bem, eu tô pedindo a sua mão

Então case-se comigo numa noite de luar
Ou na manhã de um domingo a beira mar
Diga sim pra mim
CASE-SE COMIGO NA IGREJA E NO PAPEL
VESTIDO BRANCO COM BOUQUET E LUA DE MEL
DIGA SIM PRA MIM
Sim pra mim

Eu pensei em escrever alguns poemas
Só pra tocar seu coração
Eu sei, uma pitada de romance é bom
Meu bem, eu tô pedindo a sua mão

PROMETO SEMPRE SER O SEU ABRIGO
Na dor o sofrimento é dividido
Lhe juro ser fiel ao nosso encontro
Na alegria, felicidade vem em dobro
Eu comprei uma casinha tão modesta
Eu sei, você não liga pra essas coisas
TE DAREI TODA A RIQUEZA DE UMA VIDA
O MEU AMOR

(Isabella Taviani)*

terça-feira, 19 de maio de 2009

Aquele em que amanheci...

...Cheia de lembranças e memórias.
Memórias...
Daquele short jeans que ficava perfeito em qualquer ocasião e me deixava uns quilinhos mais magra.
Daquela música que sempre tocava na hora certa. Das conversas desprendidas nas calçadas.
Da prova de matemática para a qual não estudara bem - nunca fui amiga dos números fossem primos ou não -.
Daquele enlatado americano que exibia "problemas reais e diálogos profundos";
Daqueles almoços de domingos quando não cabiam todos à mesa e tínhamos de nos arranjar ali mesmo pelo sofá.
Dos atores e cantores pelo qual nos apaixonávamos e sabíamos tudo sobre eles.
Da preparação para o vestibular e posteriormente na faculdade, as saídas nas sextas a noite para qualquer lugar e fazer mil planos sobre o futuro, que aliás é hoje.
Dos inesquecíveis cafés-da-manhã na cama no Dia das Mães e dos memoráveis Dia dos Pais com todas aquelas declarações e presentes.
Dos sábados quando voltava das longas odisséias e junto com ele trazia uma casa movimentada, com sons e cheiros peculiares. A casa ficava com um trânsito interminável, um entra e sai que parecia não ter fim, o cheiro incomum e delicioso que vinha lá da cozinha e Raul Seixas cantarolando alto e me perguntando com sua voz inconfundível o que eu queria ser quando crescesse?
Dos passeios à roça na carroceria de uma pampa cheio de uma molecada ávida por bagunça e a mente repleta de sonhos e esperanças.
Da camiseta velhinha e surrada, mas que me deixava com um ar sério quando pecisava ou assumia um tom casual quando fosse necessário;
Das brincadeiras no quarto de minhas primas com as paredes e portas dos guarda-roupas repletos de postêres de cantores ou atores americanos enquanto as observava se trocarem para "curtir a vida".
Das lembranças e histórias dos meus avós e de como havíamos chegado até aquele momento.
Daquela vida, daqueles sons, perfumes, vozes ...

terça-feira, 5 de maio de 2009