terça-feira, 29 de setembro de 2009

Aquele sobre Minha Mãe

Parabéns!!!
Não sabia como começar. Queria apenas que soubesse o quanto te amo, o quanto sou grata, o quanto me orgulho, o quanto te quero bem, feliz, realizada...
Tanta quantidade, mas e qualidade? Eis, aí algo que ela sempre nos ensinou: qualidade.
"Se vai fazer algo, faça direito, dê o melhor de si", ela sempre diz.
" Aja de modo que as pessoas se orgulhem de tê-la por perto, que sua ausência seja sentida e sua presença requerida", ela sempre frisou isto.
Minha Mãe, é mulher amável, guerreira, exemplar, justa, divina, sofrida, vó coruja...
Minha mãe nos apresentou a Deus e ainda hoje nos convida a deixá-lo participar de nossas vidas,
"Sem ele nada posso, nada faço"...
Minha mãe ensinou-me muita coisa, disse-me que uma boa pessoa você reconhece pelo modo como trata sua própria mãe, como trata o garçom, como trata aquele que por qualquer motivo é diferente de você.
Minha Mãe, Dona Josileide, Jó, Beta, D. Beta aprendeu muito nesta vida e ensinou bastante, ensinou a ler, a escrever - os filhos delas e os dos outros-
Adoro quando conta histórias de sua infância ou adolescência, ah! Minha Mãe, ela era nócega, daquelas obstinadas que dão nó em pingo d´água.
Não leva desaforo pra casa, mas leva um coração entristecido pelas tristes coisas que presencia em sua profissão, a qual tem muito orgulho, faz piada é verdade, mas nasceu pra fazer isso, Professora, assim mesmo mainha nasceu para ensinar, ensinar aos delas e aos dos outros que família é a melhor coisa do mundo, " família espeta, mas não assa", " ela relembra sempre.
Mainha só precisa aprender que o Mundo ainda é dela, que pode fazer o que quiser, quando quiser,...
Amo-te mainha.
Obrigada.


quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Aquele sobre... Ouro? Tolo?

Eu devia estar contente
Porque eu tenho um emprego
Sou um dito cidadão respeitável
E ganho quatro mil cruzeiros por mês
Eu devia agradecer ao Senhor
Por ter tido sucesso na vida como artista
Eu devia estar feliz
Porque consegui comprar um Corcel 73
Eu devia estar alegre e satisfeito
Por morar em Ipanema
Depois de ter passado fome por dois anos Aqui na Cidade Maravilhosa
Ah! Eu devia estar sorrindo e orgulhoso
Por ter finalmente vencido na vida
Mas eu acho isso uma grande piada
E um tanto quanto perigosa
Eu devia estar contente
Por ter conseguido tudo o que eu quis
Mas confesso abestalhado
Que eu estou decepcionado
Porque foi tão fácil conseguir
E agora eu me pergunto: E daí?
Eu tenho uma porção de coisas grandes
Pra conquistar, e eu não posso ficar aí parado
Eu devia estar feliz pelo Senhor Ter me concedido o domingo
Pra ir com a família ao Jardim Zoológico
Dar pipoca aos macacos
Ah! Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco praia, carro, jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco
É você olhar no espelho se sentir um grandessíssimo idiota
Saber que é humano, ridículo, limitado
Que só usa dez por cento de sua Cabeça animal
E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial
Que está contribuindo com sua parte
Para nosso belo quadro social
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada cheia de dentes
Esperando a morte chegar
Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador
Eu que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada cheia de dentes
Esperando a morte chegar
Porque longe das cercas embandeiradas que separam quintais
No cume calmo do meu olho que vê
Assenta a sombra sonora de um disco voador

[Ouro de tolo- Raul Seixas]

Aquele sobre o "Sábio"



Era uma vez
Um sábio chinês
Que um dia sonhou
Que era uma borboleta
Voando nos campos
Pousando nas flores
Vivendo assim
Um lindo sonho
Até que um dia acordou
E pro resto da vida
Uma dúvida lhe acompanhou:
Se ele era um sábio chinês
Que sonhou que era uma borboleta,
Ou se era uma borboleta sonhando
Que era um sábio chinês
Se ele era um sábio chinês
Que sonhou que era uma borboleta,
Ou se era uma borboleta sonhando
Que era um sábio chinês